As mais recentes imagens de Júpiter. O que descobrimos de novo?

Published: 10 July 2024
on channel: PIPA
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O maior planeta do Sistema Solar, "dono" da Grande Mancha Vermelha, onde os ventos e tempestades mais fortes da Terra seriam meras brisas.
Foi em 1960 que Galileu Galilei apontou seu telescópio para o gigante gasoso Júpiter.
Desde então, este planeta se tornou uma celebridade no mundo da astronomia.
Todos observam, estudam e tiram fotos de Júpiter.
No vídeo de hoje, vamos falar sobre as imagens mais recentes de Júpiter.
Também vamos contar o que há de novo sobre este gigante planetário.

Hubble, James Webb, Juno
Júpiter pode ser visto de forma muito clara nos telescópios astronômicos amadores mais recentes.
Claro, todas as agências espaciais também não desviam seu "olhar" de Júpiter.
Até agora, a NASA enviou cerca de 10 sondas para Júpiter, começando com as duas "Pioneer" até a "Juno".
Atualmente a "Juno" ainda está explorando este gigante gasoso e suas luas.
A sonda "Galileo", que operou na órbita de Júpiter de 1995 a 2003, realizou manobras espetaculares.
Em 7 de dezembro de 1995, a Galileo enviou uma sonda para a atmosfera de Júpiter e, em 2003, a própria Galileo mergulhou na atmosfera de Júpiter, coletando muitos dados importantes em seu voo final.

A Grande Mancha Vermelha
Embora a atmosfera densa de Júpiter dificulte a observação de suas camadas mais profundas, as nuvens de Júpiter são um objeto de estudo fascinante.
Certamente, o fenômeno mais famoso deste planeta é a Grande Mancha Vermelha, uma tempestade que tem sido continuamente observada sem interrupções desde 1830.
No entanto, de acordo com os escritos de Robert Hooke, a Grande Mancha Vermelha já existia há 360 anos.
A Grande Mancha Vermelha também pode ser vista na pintura "Júpiter", feita por Robert Creti em 1711.
Os pesquisadores já perceberam que o tamanho da Grande Mancha Vermelha tem diminuído continuamente ao longo dos últimos 100 anos.
Em 1979, o diâmetro maior era de 23.300 km, mas observações do "Hubble" em 2014 mostraram que encolheu para 16.500 km.

A Oval BA
A Oval BA é outra tempestade que pode ser observada se formando em tempo real.
No final da década de 1990, três pequenos vórtices perto da Grande Mancha Vermelha se fundiram em uma única tempestade.
Inicialmente chamada de "Oval BA", posteriormente foi renomeada para "Mancha Vermelha Júnior".
Isso aconteceu por um motivo específico.
O vórtice, que era originalmente branco, de repente ficou vermelho em 2006.
Em outras palavras, testemunhamos o nascimento do "irmão mais novo" da Grande Mancha Vermelha, mas esse "irmão mais novo" também está diminuindo de tamanho.

Tempestades polares
Nas imagens capturadas pela "Juno" e pelo "Hubble", podemos observar poderosas tempestades literalmente atravessando a atmosfera de Júpiter.
As tempestades sopram com violência, erguem-se em espirais, criando padrões listrados que se assemelham a uma pintura ao redor de Júpiter.
Esses vórtices têm uma profundidade de até 3200 km e a velocidade de seu fluxo pode alcançar até 540 km por hora.
Recentemente, descobriu-se que as tempestades são muito mais complexas do que se imaginava.
Os pesquisadores descobriram, com base nos dados fornecidos pela "Juno", que nove ciclones se agrupam no polo norte de Júpiter, enquanto seis ciclones se concentram no polo sul do planeta.
Ao realizar observações das regiões polares de Júpiter, os pesquisadores esperavam encontrar algo semelhante ao hexágono visto nas imagens de Saturno capturadas pela câmera da "Cassini".

Fluxos equatoriais
Recentemente, o telescópio James Webb capturou um fenômeno totalmente novo em Júpiter.
Trata-se de um fluxo rápido com uma largura de 4800 km.
Este fluxo está localizado acima da camada de nuvens no equador e se move a uma velocidade de 515 km por hora.
Essa velocidade é mais do que o dobro da velocidade dos ventos de um furacão de categoria 5 na Terra.
As imagens obtidas com a câmera de infravermelho próximo NIRCam (Near Infrared Camera) mostram detalhes nítidos, permitindo-nos acompanhar as mudanças nesses detalhes e usar essas informações para entender os movimentos atmosféricos.

Relâmpagos
Aqui na Terra, um relâmpago iluminando o céu já nos faz estremecer.
Imagine então em Júpiter, envolto em nuvens como espuma de cappuccino!
Em algum lugar desse planeta, flashes de luz devem estar brilhando intensamente.
E há também imagens como esta, capturadas pela "Juno".
Mesmo antes disso, a "Juno" já havia detectado relâmpagos.

Anéis e auroras
Não há como não ficarmos maravilhados com as fotografias capturadas pelo maior telescópio do mundo, que possui um espelho com impressionantes 6,5 metros de diâmetro.
O "James Webb" nos mostrou todos os belos lugares em uma única imagem.
Podemos ver as auroras nos polos norte e sul, os tênues anéis ao redor de Júpiter, e as duas luas Adrastea e Amaltea.
Nunca vimos Júpiter assim antes.
Nesta imagem, o "Hubble" nos mostrou o quão pequeno Ganimedes, o maior satélite do Sistema Solar, parece quando posicionado com o gigantesco Júpiter ao fundo.


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